Pourquoi Pas?

Essa é a tentativa (talvez frustrada) de unir dois gêneros. O jornalístico e literário. Talvez seja uma contradição existencial tentar uni-los. Mas, o que sou eu se não uma contradição? Qual o problema? Todos somos.

Tantos já tentaram fazer isso. E muitos o fizeram bem. Não quero ser o primeiro nem o último. Como qualquer um, quero ter um espaço ao Sol apenas.

Faço minha a dúvida de Rildo Cosson, “Como devemos ler a mistura de jornalismo e literatura? Dizendo de outra maneira, o que acontece quando o império dos fatos é contaminado pelo jardim da imaginação?”

Respondo Rildo de uma maneira bem esdrúxula. O que acontece é que daí teremos o Jardim dos Fatos. Fascinante.

Jornalismo é vida. Literatura é necessidade. Todos temos o direito e a necessidade de sonhar, fabular. No entanto, flanar… flanar é diferente. É muito além de andar ociosamente ou vagabundear.  É percepção, feeling, exercício da alma. Um voo flanante não é um voo raso. Ele não se limita, é vasto, rico. É claro que necessitamos de tempo ocioso para atingirmos tal grau de essência d’alma humana. Mas eu garanto que só precisamos de alma e tempo livre para isso.

Por isso, alguns têm a necessidade de sonhar, outros de flanar. Permita-se, reinvente-se. Pourquoi pas? Por que não? Seu cérebro e alma agradecerão.

Fabrício Bernardes